• Rayla Alves

Bolsonaro promete zerar imposto federal sobre combustível, se governadores fizerem o mesmo com ICMS

Em conversa com jornalistas, presidente afirma que o preço não é justo, uma vez que o valor deveria ser cobrado na fabricação e não diretamente na bomba


O presidente da República Jair Bolsonaro, em conversa com jornalistas e curiosos, lançou na manhã desta quarta-feira (05), um desafio aos governadores dos estados, acerca dos preços dos combustíveis. O assunto, veio em meio à questionamentos sobre como está sendo a relação do presidente com os ministros.


Bolsonaro respondeu, afirmando que até o momento, não existe problema e que único equívoco está relacionado ao valor do ICMS sobre o combustível. De acordo com ele, o preço não é justo, uma vez que deveria ser cobrado na fabricação e não diretamente na bomba. " A população já está sabendo de quem é a responsabilidade, não quero brigar com nenhum governador. Eu reduzi o valor três vezes nos últimos dias, e o preço continua o mesmo, quando chega na bomba." O presidente foi mais além, lançando uma proposta ousada, de zerar o imposto Federal, se o ICMS também for zerado pelos governadores. " Eu zero ainda hoje se eles fizerem mesmo."

Após a declaração, alguns representes se manifestaram contra o desafio do chefe do executivo. O governador por Minas Gerais, Romeu Zema, comentou que o preço dos combustíveis envolve uma série de fatores, incluindo o imposto federal e estadual. " Eu disse que queria muito anunciar a redução dos impostos, mas nosso estado precisa primeiro se reerguer, está falido e estou tentando reverter está situação." Já o governador de São Paulo, João Dória, declarou em entrevista que não faz nenhum sentido jogar essa proposta nas costas do estado. " É uma medida totalmente populista." Finalizou.


O pronunciamento do presidente tomou repercussão nos noticiários e redes sociais. Alguns perfis, pediam que os seguidores pressionassem os governadores de seus respectivos estados, para que a medida sugerida, fosse seguida. Houve também, manifestações contrárias. Para alguns internautas, a medida não é possível, pois os estados necessitam da arrecadação dos impostos.


Outros assuntos abordados

O presidente anunciou que iria se reunir com os ministros por cerca de duas horas. O objetivo, tratar de assuntos de interesse dos brasileiros. "A missão de cada um de nós, políticos, especialmente os que trabalham neste governo, é dar um norte ao país." Acrescentou.


Brasileiros na China

Questionado sobre a situação dos brasileiros que estão na China, na cidade foco do coronavírus, Bolsonaro afirmou que não se sentiu pressionado, após pedido para retirá-los de Wuhan . " Apenas não tinha como ir buscar, desde a época do FHC que a situação das forças armadas é vexatória em termos de armamento e equipamentos." O presidente completou que era preciso uma preparação, pois não há aviões para atender casos delicados, semelhantes aos das pessoas que estavam isoladas. " Não é de qualquer forma que essa busca tem que ser feita, exige muito cuidado."



Projeto de lei

O projeto de lei sobre a quarentena, que cuida das primeiras medidas contra o coronavírus, foi aprovado pela Câmara dos Deputados e segue agora, para votação no Senado. " A expectativa é que o projeto seja aprovado logo. As forças armadas passará o carnaval em quarentena. O local será em Anápolis, com o total apoio do governador do estado, Ronaldo Caiado."


Ministros

Questionado sobre a atitude do ministro da casa civil, Onyx Lorenzoni ter demitido dois secretários, Bolsonaro afirmou que não interferiu na decisão e salientou que seus ministros têm total autoridade para trabalhar nos ministérios. "Onix sabe o que está fazendo." Sobre a mudança da casa civil, Bolsonaro disse que se algum ministério for trocado, todos ficarão sabendo. "Nenhum ministro meu vive preocupado em ser demitido, a única pessoa que não pode ser afastada é o Mourão, mas no momento estou bem com todos." Finalizou.

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