• Rayla Alves

Professor toma suco em escola, passa mal e morre cinco dias depois com suspeita de envenenamento


O caso ocorreu no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 410 da Asa Norte, no dia 30 de janeiro, após uma reunião. Docente chegou a enviar áudios acusando uma colega


Um professor de 50 anos, morreu nesta quarta-feira (04), após ficar cinco dias internado em estado grave, depois de ingerir um suco de uva, supostamente envenenado, em uma escola, no Distrito Federal. De acordo com as investigações, a principal suspeita é de que Odailton Charles de Albuquerque Silva tenha sido envenenado por uma colega de trabalho, no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 410 da Asa Norte, no dia 30 de janeiro, após uma reunião.



O professor chegou a comentar com um amigo, minutos depois do incidente, em conversa pelo whatsapp que, após tomar um suco de uva, oferecido por uma colega, começou a se sentir mal. Ele chegou a questionar se a mulher seria mesmo capaz de cometer o ato. "Eu tomei o negócio e estou passando mal mesmo, estou até com medo de ligar pra minha esposa e deixar ela apavorada."


Nos áudios, o docente reforça por várias vezes a acusação à colega, informando que a mesma, teria esperado todo mundo sair da reunião para depois oferecer a bebida. " Ela esperou todo mundo sair e me chamou para uma salinha, lá me ofereceu o suco de uva, eu não quis ser mal educado e aceitei, tomei com receio, agora estou com dor de barriga, será se ela colocou laxante, sei lá, estou com medo." Disse.


A 2° Delegacia de Polícia (Asa norte) que está cuidando do caso, trabalha com várias hipóteses, entre elas, morte natural, em decorrência de questões de saúde, mas de acordo com familiares, o homem pode ter sofrido homicídio, uma vez que ele estava disposto a colocar a escola na justiça por atraso de pagamentos . Em um dos áudios, Odailton afirma que na unidade, existia a prática de "rachadinhas" envolvendo a coordenação, para assim, favorecer a entrada de empreiteiros, contudo, não deu nome aos envolvidos.


Alguns objetos e roupas, usados pelo professor no dia do ocorrido, foram coletados pela polícia que está tratando o caso como prioridade máxima. O objetivo agora é identificar a presença de alguma substância que tenha causado a morte do educador. A mulher de Odailton registrou um boletim de ocorrência e enfatizou que o marido morreu envenenado com uma substância dada para ratos, conhecido como chumbinho. A família apela para que as investigações se concluam logo.


O Portal da Transparência do GDF, identifica que Odailton Charles era servidor da Secretaria de Educação desde 1999 e estava na gestão do CEF 410 Norte desde 2012. O docente, atuou também como diretor e como vice. Em nota a Secretaria de Educação, informou que lamenta o ocorrido e que aguarda a conclusão das investigações

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